O Dilema das eletivas no Novo Ensino Médio

O Novo ensino Médio já está na porta, todo mundo correndo “louco” para implementar já em 2022. Como sempre o BRASIL deixa tudo para última a hora e “aí” você já deve imaginar os desafios que teremos para frente, gerados pelo famoso “jeitinho” brasileiro; parece que essa maldição emperrou até na educação.

E o destaque para o novo ensino médio é garantir que o aluno fique mais tempo na escola. Criaram uma crença limitante de quanto mais os alunos ficarem na escola, melhor serão os resultados. O aluno que passava 4 horas na escola e já desmotivado pelo excesso de conteúdos, agora passará 8 horas. Sinceramente, é uma “viagem” que vai na contramão de vários países com índices elevados na educação. Quantidade nunca foi e nunca será sinônimo de qualidade.

E como garantir que os alunos passem mais tempo na escola? Vamos criar mais disciplinas, mais conteúdo. É onde agora temos os itinerários formativos e nessa complexa burocracia, as eletivas.

As eletivas são interessantes. É uma tentativa de os alunos aprenderem conteúdos, estratégias próximas da sua realidade por meios de cursos rápidos, cursos profissionalizantes. De forma prática, vamos colocar uma eletiva de Marketing para que o aluno saia preparado para o mercado de trabalho, pelo menos isso é o que consta nas diretrizes de todos os estados.

O grande problema é: quais professores foram preparados para criarem eletivas relevantes para os alunos? Quais foram as formações que os professores tiverem nos últimos 10 anos relacionados a assuntos atuais?

Enquanto a realidade impõe a necessidade de eletivas voltadas por exemplo ao desenvolvimento de INTELIGÊNCIA EMOCIONAL, atividades práticas relacionadas a inovação, metaverso, play-to-earn, e-Sport e outros assuntos que de fato irão agregar a vida dos alunos, as escolas estão propondo eletivas de acordo com o conhecimento atual dos professores.

Imagine uma escola que tem 20 professores e que nenhum deles tenha domínio de 10% das tecnologias, ou não estão conectados as novas demandas sociais, terá alguma chance de sair alguma eletiva relevante para os alunos? A sua escola terá alguma eletiva para alunos que desejam se profissionalizar em e-Sport?

A escola é para ser o motor de transformação e estar sempre conectado a realidade para depois transformá-la. A escola não foi feita para ENEM. O ENEM não é o fim da educação, logo, por que tem eletivas até para passar no ENEM?

Voltamos ao zero, quantos mais eletivas sem conexão com as novas demandas e realidades mais chata a escola ficará, mas sem sentido ficará. Na verdade, estamos aperfeiçoando o que já não funciona.


Se pretendemos manter nossos alunos mais tempo na escola que façamos com maestria. Façamos com conteúdo relevantes. Eu quero que todos os alunos joguem “golfe”, porque todos merecem jogar golfe.

A escola e o professor não podem continuar mentindo para os alunos. Eu não posso esconder para os meus alunos, por exemplo que o ‘Metaverso” já é uma realidade. Eu não posso enganá-lo dizendo que ele precisa criar um empreendimento para mudar a sua comunidade local, quando ele pode mudar o mundo. Eu não quero que meu aluno seja um empreendedor de cachorro-quente.

Nascemos para mudar primeiro o mundo e em consequência a nossa localidade. Dessa forma, que façamos eletivas para que nossos alunos compreendam o mundo e façam em seguida as grandes mudanças. E vou deixar para você uma lista de 5 eletivas relevantes que a Margi já está trabalhando em seu ecossistema.

Temos certeza que esse é o caminho. Os desafios são muitos, no entanto nossos alunos merecem uma educação que faça sentido.


5 eletivas para no Novo “Novo” Ensino Médio

1. Metaversos para empreender no mundo.

2. Criptomeadas – Ganhos online

3. Design de avatar para mundo Digital

4. Concept Art para Games

5. eSport – Play-to-earn



Autor: Reginaldo Santana

CEO MargiEducation; Analista internacional em Softskills; Master coach; Formação pedagógica em Licenciatura; Certificado pela Microsoft; Certificado pelo Google.

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